O vendedor Thiego Amorim, que questionou a ministra Damares Alves (Foto: Reprodução/Youtube)

*POR DCM

O jornal O Globo informa que o vendedor Thiego Amorim, que se envolveu numa confusão com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, numa loja de um shopping em Brasília na semana passada, entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a pastora, nesta segunda-feira, por constrangimento, vias de fato e ameaça. De acordo com seu advogado, Suenilson Sá, imagens das câmeras de segurança do estabelecimento podem comprovar que a ministra segurou seu cliente pelo pescoço, enquanto lhe dirigia a palavra em tom de ameaça, causando-lhe constrangimento.

Segundo o relato de Amorim, a assessora que acompanhava Damares no shopping teria dado um tapa na sua mão, enquanto o vendedor pegava o celular para começar a gravar. O advogado disse que o vídeo que viralizou não mostra tudo o que aconteceu dentro da loja.

“Na filmagem só aparece uma parte do que aconteceu, não mostra a evolução dos fatos. Antes ele disse que a loja estava toda em promoção, ela chegou a experimentar uma roupa e foi no final que ele fez a pergunta sobre a cor. Ele começou a gravar porque se sentiu ameaçado. Não teria tido a atitude de filmar se ela não tivesse feito nada. O gesto de segurar em seu pescoço configura ameaça”, afirmou o advogado. “Ainda que só tenha conseguido gravar uma parte, que não dá sustentação do principal, o caso tem como ser comprovado pelas imagens das câmeras do circuito interno da loja”.